sexta-feira, 27 de abril de 2012

O Nascimento de um Giovanni


                O Nascimento de um Giovanni



Aos nove dias do mês de novembro do ano de 1310, numa pequena cidade ao sul de Roma nascia Eva Callisto. Sua pele extremamente clara e seus olhos castanhos claros lhe foram dados por sua mãe, Eva Ludmilla Callisto – filha de um dos maiores senhores rurais da Itália pré-renascentista –, a expressão firme e o nariz empinado ela herdou do pai, Alexander Callisto Delavinne – general do mais alto escalão das tropas italianas –, que perdera o nascimento da filha devido a uma reunião urgente com o Conselho de Defesa. Eva nascia numa família riquíssima e poderosa, mas extremamente infeliz. Alexander adorava passar o tempo com a esposa e com sua pequena cria, mas seu trabalho lhe tomava muito mais do que aquilo que ele gostaria de dar. Ludmilla procurava se aproximar da filha, mas esta só tinha olhos para o pai, e enquanto ele estivesse ausente, ela estaria de mal humor.

Assim, cinco anos se passaram e Eva florescia como uma linda menina. Astuta, independente e reservada, ela passava a maior parte de seu tempo andando pelas propriedades de sua família – que eram vastas – em companhia do mordomo de sua mãe. Muitas vezes eles passavam dias fora de casa e após o nascimento de Lindina Callisto (1314) Ludmilla esquecera-se quase que completamente de Eva. Lindina era o exato oposto de Eva, amava sua mãe acima de tudo e preferia chás ao entardecer e brincar de casinha a passear pelo campo.

Em 1318 Alexander aposentou-se aos 65 anos e se tornou a companhia que Eva tanto queria em sua excursões. Enquanto isso, Lindina se tornava a filha que Ludmilla tanto pediu a Deus, cheia de ternura, compaixão e delicadeza. Um ano depois, durante uma exploração numa pequena floresta numa das terras ao Norte, Eva encontrou uma caverna. A entrada era tão pequena que somente ela era capaz de entrar e seu pai sempre ficava do lado de fora esperando que ela voltasse. Apesar de ter tentado impedi-la diversas vezes, Alexander nunca era capaz de frear a ânsia que ela tinha em entrar na caverna. Lá dentro ela passava cerca de três horas em total silêncio e depois de duas semanas acampados no mesmo lugar, Alexander decidira voltar para casa, pois estava muito cansado e queria que Eva se afastasse daquela caverna por um tempo. Na manhã do dia seguinte, avisou a filha sobre seus planos e, para seu espanto, ela saltou sobre ele como uma fera e o derrubou ao chão num simples golpe. Rosnando e apertando o pescoço do pai, Eva voltou a si depois de alguns segundos e, em prantos de desespero, correu pra dentro da caverna. Alexander batera a cabeça numa pedra e desmaiara, mas a lembrança de sua filha tentando tirar-lhe a vida ainda estava viva em sua memória quando acordou e ele fugiu como um louco até encontrar a estrada, deixando para trás sua filha para sempre, pelo menos ele pensava que sim.

Seis meses depois, nesse mesmo ano, Eva completava nove anos de idade. Sua pequena festinha de aniversário resumia-se a ela mesma, sua mãe e alguns convidados chamados especialmente para a ocasião. Sobre a mesa da festa encontrava-se um “bolo” que seria um escândalo em qualquer outra festa de aniversário, mas naquela ele era exatamente o que todos os presentes queriam comer, exceto Eva. Enquanto sua mãe enfiava uma fina vela negra no fígado humano sobre a tigela e a acendia, a menina a admirava com ternura, pois sabia que receberia na noite daquele dia o maior presente de sua vida. Depois de ter soprado a vela, abraçado sua mãe e cumprimentado todos os 33 zumbis que sua mãe convocara, Eva os deixou jantando e finalmente estava só. Depois de seis meses sem sair ao ar livre, vivendo nas profundezas da terra como carniçal, ela aproveitava aqueles que seriam os últimos raios de sol que receberia com tanto prazer. Sentada ali sozinha, ela lembrou-se de seu pai a quem tanto amara, da mulher que lhe trouxera ao mundo e de sua irmã.

Perdida em seus pensamentos, a menina não percebeu a chegada da noite, nem notou quando sua adorada mãe, Sinara Hernandi di Paula, se aproximou e assustou-se quando sentiu uma dor que seria insuportável para um humano despreparado, mas que para ela, era o maior ato de amor que sua mãe poderia fazer. O pequeno encostar de lábios em sua bochecha esquerda lhe deixou paralisada por alguns segundos, em estado de choque. Sinara vinha preparando sua filha pra o grande dia, aquele no qual ela dividiria, pela primeira vez, o dom maravilhoso da imortalidade. Para a maioria dos outros não-vivos, ter uma cria era simples, muitas vezes até sem o consentimento prévio do mortal, mas um necromante deveria primeiro fazer sua futura cria passar por um período de adaptação, para ser capaz de resistir a dor e choque causado por seu beijo que mataria facilmente um mortal despreparado. Apesar de confiar plenamente na força e vitalidade da filha, ela estava por demais receosa e esperaria até que a menina ficasse mais velha, não fosse a indignação da mesma sempre que tentava convencê-la. Por isso, juntas elas decidiram que Eva se tornaria um membro em seu aniversário de 9 anos.

De mãos dadas, as duas desceram as escadas que levavam ao salão principal da caverna. A menina deitou-se de costas sobre a mesa de mármore e sob o olhar morto-vivo de sua platéia sua mãe lhe beijou o tornozelo esquerdo, afim de aumentar o máximo possível a distância em relação ao cérebro. Antes mesmo que metade da vitae de Eva passassem pelos lábios de Sinara, a menina estava morta. Em desespero, a mulher chamou um de seus mais estimados convidados, um espírito de mais de 2000 anos de idade chamado Ibsen, que habitava os restos mortais de um ex soldado, e lhe pediu que terminasse de retirar o sangue de sua filha para que a transformação fosse possível. Ibsen atendeu prontamente ao chamado e enquanto fazia o que podia com seus lábios em decomposição, Sinara cortava um dos pulsos e colocava sobre a boca aberta de Eva. Uma hora depois, Ibsen terminava sua parte, exausto. Sinara caíra de joelhos depois que mais da metade de toda sua preciosa vitae fora jorrada dentro da boca de Eva, sem que nenhum efeito fosse notado. Com o corpo da filha nos braços, ela repetia a canção de ninar que cantava todos os dias para fazê-la dormir e uma torrente de lágrimas lhe escorriam dos olhos. A mulher estava visivelmente abatida e seus convidados, incentivados por Ibsen, achegaram-se para dar-lhe algum apoio. Cerca de meia hora depois, a mulher viu aquilo que tanto temia: Eva estava de pé no teto da caverna olhando para aquela cena grotesca com aquela expressão juvenil e doce que sempre fazia. Sinara agora tinha certeza, sua filha morrera e ela teria que trazê-la de volta, não importa o quanto isso lhe custasse.

A possessão não seria lá tão difícil, afinal como mestra nas artes necromânticas, ela dominava tanto a Linha dos Ossos quanto a Linha do Sepulcro. A parte realmente desafiadora seria fazer com que o espírito de Eva ficasse preso ao corpo permanentemente, pois, caso contrário, ele apodreceria e se tornaria inabitável em algumas semanas. Sob a vontade de Sinara, Eva retornou à seu corpo e ficou saltitante ao se ver novamente viva. A mulher abraçou sua filha bem apertado, e com lágrimas nos olhos lhe disse: - Minha querida  Eva, viva sua não-vida em paz. Deixo tudo o que tenho para você. Deste momento em diante você será chamada Giovanni! – Neste momento, Sinara esgotou sua força de vontade tornando a possessão permanente e sacrificou sua alma para trazer o corpo de Eva de volta a vida.

Uma semana mais tarde, Eva acordou com sede. Ao abrir os olhos viu-se rodeada pelos corpos que sua mãe animara no dia de seu aniversário, suas roupas estavam manchadas de sangue e ela sabia que as cinzas que estavam sobre seu corpo eram os restos de sua mãe. Enquanto se lembrava em prantos de todo o drama pelo qual passara e recolhia as cinzas num pote de barro, assustou-se quando foi capaz de ver, primeiramente uma sombra se movimentando, depois a imagem tornou-se nítida, mas ainda era possível ver através dela, era um homem alto, que deveria ter sido belo em vida, seus olhos eram profundos e transmitiam a sabedoria de milhares de anos, era Ibsen. Nesse instante, ela soube que estava morta, ou melhor, não-viva.

Eva passou 23 anos não-vivendo na mesma caverna que sua mãe. Ibsen tornara-se seu companheiro inseparável, lhe trazia alimento uma vez por semana e depois passava a habitar o corpo inútil. Muitos outros espíritos tinham contato com Eva, mas a maioria ia e vinha, buscando algum conselho e partindo em seguida. Mesmo tendo acesso aos pergaminhos de sua mãe, ela não se interessava muito em estudar e passava cada vez mais tempo fora da caverna, vagueando pelas matas com seu amigo morto-vivo. Certo dia, ao vaguear pelos limites ao sul da floresta ao anoitecer, os dois viram uma fumaça negra subindo no horizonte. Eva desenvolvera habilidades oraculares e dois dias antes tivera uma visão na qual um homem bem idoso, uma mulher muito bonita e uma senhora idosa estavam dentro de uma casa em chamas, pedindo socorro. No instante em que viu a fumaça, ela soube que era a tal casa, e num lapso de lembranças soube que as pessoas da visão eram seu pai, sua irmã e sua mãe biológica.

Eva disparou em direção a fumaça, deixando Ibsen, que era menos ágil, para trás. Ao avistar a casa em chamas viu dois homens saindo pelo portão da frente com tochas na mão. Uma ira descontrolada lhe dominou e ela voou sobre eles como uma fera salta sobre sua presa. Pela primeira vez, a menina experimentava vitae fresca, mas apesar do prazer delirante que sentiu com o sabor quente, doce e incomparável que lhe devolvia a vida que o tempo insistia em tomar, ela prometeu nunca mais repetir aquele ato ao ver as expressões de dor e desespero daqueles homens ao receberem seu beijo.

Depois de alguns pontapés vigorosos, a porta principal da casa veio abaixo, mas Eva permaneceu parada olhando para o fogo. Lembrou-se de sua mãe lhe falando sobre esse ser impetuoso e perverso que devora a carne dos não-vivos vorazmente, e olhando para as chamas soube que se ela adentrasse na casa, não saberia o que poderia acontecer. Desde que acordara como não-viva, ela ouvia os sussurros dos quais sua mãe tanto falava, um monstro que vive dentro de todo Membro, esperando um momento de fraqueza ou descontrole para tomar conta. Ela podia senti-lo se aproximando sempre que Ibsen atrasava com seu alimento e agora diante das chamas, ela podia sentir suas garras prontas para perfurar-lhe a garganta. Uma onda de pânico ameaçou dominá-la e ela sabia que se não resistisse, seu monstro interior teria o controle e isso ela deveria evitar a todo custo.

Enquanto travava uma ferrenha batalha dentro de sua mente, Eva ouve um gemido em meio aos estalos de madeira e crepitar do fogo. Ao olhar em direção ao som, ela vê Alexander deitado sobre Ludmilla e Lindina, tentando protegê-las da melhor maneira possível. Eva engole em seco, cerra os punhos e entra na casa, saltou alguns móveis em seu caminho, graciosamente pega o corpo de seu pai e o levou a uma distância segura da casa, volta e pega sua irmã, mas, pouco antes de sair, o teto rui e somente devido a sua destreza inumana ela é capaz de saltar para fora com Lindina nos braços. Cerca de 40 minutos depois, Alexander e Lindina estavam conscientes e Eva os observava a uma certa distância. Ibsen lhe orientara a ser cuidadosa, pois seus parentes mortais não aceitariam bem sua aparência. Foi seu pai quem cortou o silêncio: - Como pode ser, Eva? Você ainda é uma criança, olhe só para sua irmã, já é uma mulher feita... -. Eva sentiu o desprezo nas palavras do pai, mas ao mesmo tempo percebeu que ele estava com medo, e seu coração batia acelerado em seu peito. Lindina, que há alguns anos se preparava para tornar-se freira, levantou abruptamente, apontou o dedo para Eva e disse: - Ela é uma bruxa, papai... não vê? Como ela poderia não ter envelhecido todo esse tempo sem uso de magia negra? -. Apesar da convicção que sua irmã tentou transmitir, Eva pôde ver ali a descrição exata daqueles que sua mãe chamava de “Tolos da Igreja”, pessoas que pensam saber algo sobre o sobrenatural e procuravam combatê-lo, alcançando, geralmente, apenas uma morte precoce e trágica. Enquanto a menina reanalisava as expressões de seu pai, Lindina retirou um frasco de seu vestido, o destampou e arremessou em direção a ela, gritando: - Queime, bruxa maldita! -. Aos olhos de Eva, o frasco vinha como em câmera lenta, ela poderia ter esquivado ainda que fossem dez frascos ao mesmo tempo, mas preferiu quebrar a “fé” de sua irmã ao meio. O frasco acertou sua testa e de seu rosto escorreram as gotas até seu vestido, Lindina deu um grito de pavor e gemeu entre dentes: - Como é possível, nem mesmo água benta é capaz de ferir essa coisa? - Apesar de sentir-se convicta e pronta para partir, Eva abalou-se profundamente quando sua irmã se referiu a ela como “coisa”. Um minuto depois, Alexander levantou-se, cuspiu no chão e rosnou: - Vamos, minha filha... isso não tem sentimentos. Ela seria capaz de arrancar nossas peles apenas para fazer de souvenir.  – Aquela fora a gota que faltava para transbordar a paciência de Eva, ela virou-se para Ibsen e ordenou: - Arranque a pele dos dois e traga para mim, dê seus corpos aos filhos da noite. –

Ao ouvirem a ordem, Alexander e Lindina dispararam em direção a estrada, correndo como loucos. Ibsen não gostava daquele tipo de serviço, correr atrás dos outros como um cão de caça, mas por pura coincidência esse corpo no qual estava fazendo residência era de um batedor, por isso tinha um ótimo condicionamento físico e já fazia bastante tempo desde que Eva lhe pedira algo parecido. Apesar de estar num corpo que lhe dava certas vantagens, Ibsen ainda era um morto-vivo e por isso era bem menos rápido que os dois mortais que perseguia, mas seu maior trunfo era que eles se cansariam, enquanto que ele correria até que os ossos dos pés de sua casa fossem destruídos e depois disso ele se arrastaria até que não restasse mais nenhum membro para se locomover. Dois dias depois, seguindo seus rastros e cheiro, Ibsen encontrou os dois caídos dormindo, exaustos. Fez questão de acordá-los para que eles vissem um ao outro ser escalpelado e os fez engolir algumas ervas que impediria que eles desmaiassem durante o processo. Três dias depois voltou a Eva, resmungando: - Aqui está o que pediu. O trabalho foi feito. – Sentindo remorso pelo que fizera, Eva resolveu que deveria passar pelo mesmo sofrimento que causara a sua família, e escalpelou a si mesma, arrancando a pele de seu rosto do nariz até a testa. Talvez porque essa fosse sua vontade, a ferida nunca cicatrizou, o que fez com que o semblante da menina se tornasse asqueroso, com os olhos saltando das órbitas, por isso, daí em diante Eva passou a usar uma máscara carnavalesca, que lhe cobre o ferimento, mas deixa sua boca delicada a mostra.

Nos 30 anos que se seguiram, ela vendeu todas as propriedades de sua família, comprou uma grande casa em Roma e ardilosa e astuta como era, tornou-se Chefe do submundo de um dos bairros da Grande Cidade.


Por:Marcos
contato mrabio@hotmail.com

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Uma noite de terror.

Em uma noite normal...Elena levantou da cama com um grande estrondo...

Olhou pela janela, mas nada viu, voltou-se a deitar.

Novamente um estrondo, mas dessa vez um estrondo tão grande que derrubou a parede da frente.Imediatamente Elena vestiu sua roupa e saiu ver o que havia acontecido, ou o que estava acontecendo...o que ela não imaginava era o que estava para acontecer...

Quando Elena estava apoiada no corrimão em cima das escadas de seu simples prédio...

Os chãos se abriram, literalmente os chãos se abriram quase aos seus pés...

Um terremoto horrível estava acontecendo,Elena então pegou o carro e saiu dirigindo pela cidade...

Quando um poste caiu por cima da frente de seu veículo...

Ela levantou meio que inconsciente...

Quando olhou ao lado esquerdo viu enormes furacões que vinham rumo a ela, novamente desesperada procurou um lugar para se esconder, o terromoto havia passado...Avistou um bueiro , pensou em entrar nele, e por sorte a grade estava mal encaixada, ela tirou e entrou...

O furacão ,já eram furacões, 4, se encontraram acima do local onde estava Elena.

Ela se afastou foi para trás, estava morta de medo que houvesse um terremoto junto aos furacões, quando viu um rato, se esquivava de tudo ,apavorada...

Ali ficou até ver que os furacões foram embora...

Ela saiu, imaginou que tinha acabado...

Olhou para a montanha e viu que estava toda vermelha então pensou :

"Será possível, todas as catastrofes em um só dia...Não isso não é comum"

Correndo ela saiu... para o lado direito...

andou e andou...quando olhou para trás viu que os únicos sobreviventes haviam morrido pelo vulcão.

Elena estava agora sem rumo e desesperada, já que não haviam familiares por perto, e ela não sabia se isso estava acontecendo com todo o planeta...

Chegando no museu ... viu que bateu um tremendo frio , flocos de neve começaram a cair na rua, ela encontrou então uma mendiga apavorada, que olhou para ela e saiu correndo também...

Estava muito muito frio, mesmo com seu agasalho.

Ela então rasgou alguns quadros e botou em torno de si para se aquecer um tanto.

Elena tentava se salvar de todos os modos possíveis...

Quando aquela escuridão da noite parecia não ter mais fim... Ela saiu na rua

Parou de nevar, não havia mais ninguém ali, ela estava só...

4 horas depois que ela andou e andou mais um pouco para chegar até a tia...

Olhou para cima e viu ... a luz do Sol brilhar e brilhar, foi quando desmaiou na frente do portão de sua tia Margareth, que a socorreu...


Por:Jessica C
jessicadecamargo@live.com

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Em uma noite comum

_ Em uma noite comum, estrelas no céu, temperatura relativamente baixa, em uma cidade comum, com muitas casas, algumas pessoas na rua se divertindo ou apenas conversando no portão, em um bairro comum, mais pacato do que a maioria, com casas, carros na garagem, em uma casa comum, com paredes, objetos em um quarto comum, com uma cama, uma televisão, um armário em uma cena comum, um corpo estirado no chão, uma poça de sangue, algumas gotas em meu sapato, um pequeno buraco de bala na cabeça e o sangue saindo devagar e escorrendo pelo rosto. . . a rotina me mata está tudo sempre ocorrendo da mesma maneira.

                Eu estou aqui num quarto sentado limpando os meus sapatos brancos, a um bom tempo que eu não sujo as minhas mãos dando eu mesmo o tiro. Agora eu costumo dar as ordens e sair do local ante de executarem o que eu mandei assim eu posso dizer que não fui eu que dei a ordem e que me esperaram sair para fazerem o que eles queriam fazer. Bem os meus advogados dizem que é útil, porém eu estou com muito tédio resolvi mudar um pouco hoje, faz tempo que não sinto esse cheiro de sangue e o último olhar de uma vítima indefesa. As pessoas que me enfrentam não apresentam um rosto de medo quando vou matá-las, para me enfrentar já demonstram coragem isso é um problema por isso os corpos espalhados na sala. Eram bons tempo quando as coisas não eram tão fáceis.

                Havia uma época que tinha inimigos a altura, eramos eu meu pai e meu irmão lado a lado no comando dos negócios e a máfia de cassinos querendo impedir que os nossos negócios se expandissem, eram bons tempos, tentaram me matar 3 vezes ao meu irmão mais três. Infelizmente ele não sobreviveu à terceira tentativa. Hahhaha!!! Meu irmão ele era divertido uma vez ele matou John Martine a socos em frente a sua mulher e filha, mas antes a traçamos na frente dele foi a primeira vez que tentaram nos matar, hahahah, bons tempos. Depois de matar John chegaram seus seguranças mandei logo dois tiro um no peito de cada, modesta a parte sempre fui rápido no gatilho. Descemos correndo e depois que conseguimos sair do hotel a polícia vindo correndo atrás da gente ,meu irmão pilotando e eu atirando eles eram muitos, mas não era o suficiente para nós dois. Naquela época família era tudo, bem agora estou eu aqui na companhia de minha neta.

Bem infelizmente é nossa ultima reunião, minha filha sempre foi um orgulho infelizmente nos ultimo tempos o que eu sempre admirei nela se tornou uma dor de cabeça sempre tão corajosa e inteligente teve que se voltar contra mim. . . Cada um escolhe o seu caminho. Agora é limpar este sapato que ainda tenho negócios a tratar está noite.

_ Edgar! Abra o gás e jogue gasolina sobre os corpos não quero que a polícia descubra algum rastro meu, seja rápido não quero me atrasar.


Contato Email:
viniciusmarinho89@hotmail.com

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A criatura

Emilly Branchette , uma garota de familia nobre,do ano 1840,entrou em sua carruagem ,com sua empregada e com o cocheiro,direcionada á uma pequena cidade perto de Londres...

-Margareth por favor ,eu quero tomar um ar, pare essa carruagem diga ao cocheiro que quero parar, a horas estamos aqui, á trancos ,e trancadas,assim morrerei sufocada.

Margareth sua empregada pediu então que o cocheiro parasse e ele respondeu:

-Srta Branchette me desculpe, mas não posso parar nesse mato á essas horas da noite, é muito perigoso para a senhorita, vamos parar mais pra frente quando amanhecer...

-Não! Pare já ! Não é um pedido é uma ordem Vladmir.

O cocheiro então parou a carruagem como pedido.

Emilly desceu da carruagem elegantemente como si só, respirou fundo, pôs as mãos na cintura e disse:

-Venha Margareth ,tem medo de que?

-Santissima Dona Emilly ,está escuro demais.

-Ah! você é mesmo uma medrosa.

Ao longe, se ouviam gritos desesperados...

-Ouviram isto ?!disse Emilly.

-Claro que sim senhorita, vamos entrar pra carruagem de volta.

Tochas acesas vinham em direção a Emilly que descia o barranco mais um pouco para enxergar melhor ...

-Matem-no rápido, vamos...

Emily forçou os olhos para ver o que tinha lá embaixo , quando derepente, uma criatura surgiu.

Destruindo todas as barracas do pequeno povoado, e correndo, tinha pêlos demais, mas era humano, era semelhante á um lobo , a criatura então se voltou para Emily.

Assustada ela recuou um pouco, olhou profundamente nos olhos da criatura...e assim a criatura também o fez.

Com um olhar dócil , ficou encarando Emily, depois quando os camponeses chegaram perto a criatura se foi, correndo como louca ...

Emily então perguntou

-O que está havendo, o que é aquilo?

-Moça que para a criatura! A senhora é santa , esse demônio não para por nada neste mundo.

Emily ficou pensativa.

-Mas, o que era aquilo?

-Não sabemos senhora.

-Nunca ouviram falar em licantropia,metade homem metade lobo?

-Não senhora.

-Pois pra mim era sim um licantropo...

Emily voltou a carruagem e chegou ao seu destino...que era casar com o nobre Fico De La Jurr...

Toda sua familia a esperava, ela desceu da carruagem, entrou sentou-se e esperou por Fico.

Quando ele chegou olhou em seus olhos ... eles brilharam e ela se recordou daquele olhar... Aquele era um olhar que Emily nunca mais esquecerá...



Por:Jessica C.
msn:jessicadecamargo@live.com